terça-feira, 23 de agosto de 2011

A FUNÇÃO TERAPÊUTICA DO PERDÃO


O apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos fala que quando perdoamos os nossos inimigos é como se estivéssemos amontoando brasas vivas sobre as suas cabeças. O que acontece quando desejamos perdoar alguém e esse alguém não quer conversa? O que acontece quando necessitamos o perdão de alguém e esse alguém faz de conta que a gente não existe?
De acordo com a teologia paulina você deve tomar a atitude de buscar o perdão, perdoar e reconciliar-se com o outro e consigo mesmo. Quando a outra pessoa não se importa, ou faz que não se importa, o problema não é mais seu. Deixe a pessoa com um monte de brasas vivas na cabeça dela e essas brasas ficarão incomodando até o momento em que ela não aguentar mais e te procurar. Pode durar uma hora, um dia ou a vida toda.
O perdão tem uma função terapêutica, ou seja, produz cura. A falta de perdão, o ódio, a raiva, pode produzir morte.
A Bíblia nos ensina a perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. O próprio Jesus na oração do Pai Nosso nos ensina: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores.
Penso que talvez seja fácil perdoar o nosso próximo, um amigo, ou até um inimigo. Difícil muitas vezes é a gente se perdoar. Entender como somos, ter amor próprio, viver um constante autoconhecimento. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
O perdão então tem essa função de cura porque nos coloca em sintonia com Deus, com nosso próximo, com a natureza e conosco mesmo.
Vivamos com alegria essa realidade abençoadora que é o perdão.

Pr. Luiz Longuini Neto

sábado, 20 de agosto de 2011

O FUNDAMENTO DE UMA ESPIRITUALIDADE QUE AGRADA A DEUS.



        



            O que anda acontecendo no meio evangélico é muito lindo. Cada vez mais, e em mais e mais lugares surgem pessoas que levantam as suas mãos e elevam poderosas e belas vozes em adoração a Deus. Movimentos prazerosos e sublimes que nos fazem sentir presentes no céu. Mas, será a que é esse o modelo de espiritualidade perfeito? Jesus Cristo expressou palavras que estão registradas no evangelho segundo João, onde afirma que “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele” (14.21). Fica evidente que adoração sem entrega de vida se tornam vazias. Existe algo mais, e as palavras do mestre são inquestionáveis. Você concorda?
        Diante disto, precisamos entender que aplicar nas nossas vidas apenas grandes doses de “adrenalina espiritual” para satisfazer as nossas necessidades, e muitas delas psicológicas, são muito interessantes, porém, podem ser insuficientes para agradar-se a Deus. Jesus diz que esse povo me honra com lábios, mas o seu coração está longe de mim (Mateus 15.8). Logo, deve-se primeiro comprometer-se pessoalmente, guardando os seus preciosos mandamentos.
Ame e aplique a Palavra de Deus em seu viver e serás cheios do Espírito Santo e amado pelo Deus Pai  e  de Jesus Cristo, seu filho.
É nas Sagradas Escrituras que devemos ter o nosso “porto seguro”, afinal “as palavras de Deus darão aos homens nova vida mais do que as outras palavras lidas por mero prazer. Oh, maravilhoso poder da Divina Semente que vence homens fortes e armados, amacia os corações duros e renova e transforma em homens piedosos aqueles que tinham sido brutalizados pelos pecados, e se afastaram infinitamente de Deus” (John Wycliffe*).
A nossa adoração experimentada por uma vida à luz da Palavra do Senhor será verdadeira, honesta e autêntica tornando-se digna de alegrar o coração do nosso Deus.

Pr. Marcelo Joaquim Santos da Costa.



* Reflexão extraída do Livro: Gigantes da fé de Franklin Ferreira (Editora Vida)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A ARTE DE LUTAR PELA ALMA DO OUTRO



Entre as pessoas com as quais nos relacionamos, umas há cujas vidas gostaríamos ver dando passos em direção a mudanças.


Como fruto do nosso desejo, oramos por elas.
No entanto, precisamos saber que a transformação do outro não é uma obra nossa, mas de Deus.

Lutar pela alma do outro não é tentar comandà-la por meio da oração, como se a oração fosse um controle remoto.

Quando exigimos que o nosso envolvimento gere um resultado, usurpamos o papel do Espírito Santo e geralmente acabamos metidos numa luta por poder. A nossa vocação principal é nos conectarmos às  pessoas, não mostrar os seus erros.

Conexão demanda coragem! Coragem de aceitar o desafio de identificar, cultivar e liberar a vida de Cristo nos outros, por meio de um relacionamento. Você quer entrar em conexão com alguém?

. aceite-se como você é

. interesse-se pelo outro

. interceda pelo outro

. caminhe com o outro

. lute com o outro e pelo outro.

        Permita que sua alma se apegue à alma do outro.

Não tenha medo do que Deus pode fazer por você ou por intermédio de você.

ISRAEL BELO DE AZEVEDO  
PR. DA IB ITACURUÇÁ-RJ 

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