quarta-feira, 24 de agosto de 2011

AFINAL DE CONTAS, O QUE É JESUS?





Segundo Erich Fromm, o sucesso de Jesus Cristo na história é que ele é a idealização do homem. Projetamos nele o que gostaríamos de ser. Sua historicidade não conta. Sua figura é a projeção de nossas carências subjetivas. Fosse ele Zé das Couves, o impacto seria o mesmo. Porque ele não é tanto uma figura história. É a projeção de um anseio psicológico coletivo. Soa absurdo?
Há corinhos em que Jesus é uma figura abstrata, e não histórica. É um sentimento, não o Senhor. Num deles, a prova de que Jesus ressuscitou é “que vive em mim”. Isto não é argumento. Ele ressuscitou porque a Bíblia diz que ressuscitou. Porque é um evento histórico, com testemunhas. Porque seu impacto na história tem provado isso. Não porque “vive em mim”. Isso é como dizer: “Minha mãe morreu há muitos anos, mas vive em mim”. Mas está morta!

Dizia um pregador: “Receba Jesus e seja feliz”. As pessoas buscam felicidade, vista como bem-estar material. A maior parte dos crentes acha que a obra de Jesus é nosso bem-estar. Ele veio para nos fazer felizes. Poucos buscam santidade e compromisso. Disse alguém num culto: “Jesus me deu tudo o que eu tenho, a casa, os carros, os filhos saudáveis. Aceite Jesus e você terá tudo de bom na vida”. Ouvia-o um crente fiel e sério, com um filho pequeno com leucemia. Por que Jesus deu leucemia ao seu filho e não saúde? Dirá alguém que faz parte do “propósito de Deus”. O pai do leucêmico poderia perguntar: “Quem precisa desse Deus?”.

Deus deve ser amado pelo que é, não pelo que pode nos dar. E Jesus não é um “amigão”. É o Senhor.  Deus nos abençoa. Jesus nos ama. O Espírito fortalece. Mas Deus não é Papai Noel, Jesus não é Aladim, e o Espírito não é fio desencapado eletrocutando pessoas para gritarem no culto. Não torne Jesus do seu tamanho, nem faça de seus insights a voz do Espírito: “Se está no meu coração, é de Deus, porque ele fala ao meu coração”. Seu coração é corrupto. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?” (Jr 17.9). Seu coração não é eco da voz de Deus. Você é pecador, não Deus. Sonhe, mas não cultue seus sonhos. Deus fala na sua Palavra. Leia a Bíblia e deixe de vaidade.

O Jesus real é o Jesus do Novo Testamento, não o da nossa cabeça. Não se pode privatizar Jesus, vendo-o por uma ótica pessoal. “Gosto de pensar em Jesus assim, ó…”.  Essa privatização o rebaixa. Ele não é como queremos que seja. Para muitos, Jesus não é uma pessoa e sim um ideal. Ele não é como idealizamos. Ele é como a Bíblia mostra.

Há crentes confusos. Dizem que a Bíblia é a Palavra de Deus, mas subordinam-na à sua cabeça. Dizem-se servos de Deus, e agem como senhores altivos. Confundem religião com magia. Querem manipular forças espirituais, não servir a Deus.

Menos intuições, menos “eu sinto”, menos “meu coração”. Mais Bíblia. Mais Deus. Menos homem. Menos grito. Mais reflexão. Haverá mais saúde espiritual.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Igreja Batista Central de Macapá

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A FUNÇÃO TERAPÊUTICA DO PERDÃO


O apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos fala que quando perdoamos os nossos inimigos é como se estivéssemos amontoando brasas vivas sobre as suas cabeças. O que acontece quando desejamos perdoar alguém e esse alguém não quer conversa? O que acontece quando necessitamos o perdão de alguém e esse alguém faz de conta que a gente não existe?
De acordo com a teologia paulina você deve tomar a atitude de buscar o perdão, perdoar e reconciliar-se com o outro e consigo mesmo. Quando a outra pessoa não se importa, ou faz que não se importa, o problema não é mais seu. Deixe a pessoa com um monte de brasas vivas na cabeça dela e essas brasas ficarão incomodando até o momento em que ela não aguentar mais e te procurar. Pode durar uma hora, um dia ou a vida toda.
O perdão tem uma função terapêutica, ou seja, produz cura. A falta de perdão, o ódio, a raiva, pode produzir morte.
A Bíblia nos ensina a perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. O próprio Jesus na oração do Pai Nosso nos ensina: perdoa-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores.
Penso que talvez seja fácil perdoar o nosso próximo, um amigo, ou até um inimigo. Difícil muitas vezes é a gente se perdoar. Entender como somos, ter amor próprio, viver um constante autoconhecimento. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
O perdão então tem essa função de cura porque nos coloca em sintonia com Deus, com nosso próximo, com a natureza e conosco mesmo.
Vivamos com alegria essa realidade abençoadora que é o perdão.

Pr. Luiz Longuini Neto

sábado, 20 de agosto de 2011

O FUNDAMENTO DE UMA ESPIRITUALIDADE QUE AGRADA A DEUS.



        



            O que anda acontecendo no meio evangélico é muito lindo. Cada vez mais, e em mais e mais lugares surgem pessoas que levantam as suas mãos e elevam poderosas e belas vozes em adoração a Deus. Movimentos prazerosos e sublimes que nos fazem sentir presentes no céu. Mas, será a que é esse o modelo de espiritualidade perfeito? Jesus Cristo expressou palavras que estão registradas no evangelho segundo João, onde afirma que “aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele” (14.21). Fica evidente que adoração sem entrega de vida se tornam vazias. Existe algo mais, e as palavras do mestre são inquestionáveis. Você concorda?
        Diante disto, precisamos entender que aplicar nas nossas vidas apenas grandes doses de “adrenalina espiritual” para satisfazer as nossas necessidades, e muitas delas psicológicas, são muito interessantes, porém, podem ser insuficientes para agradar-se a Deus. Jesus diz que esse povo me honra com lábios, mas o seu coração está longe de mim (Mateus 15.8). Logo, deve-se primeiro comprometer-se pessoalmente, guardando os seus preciosos mandamentos.
Ame e aplique a Palavra de Deus em seu viver e serás cheios do Espírito Santo e amado pelo Deus Pai  e  de Jesus Cristo, seu filho.
É nas Sagradas Escrituras que devemos ter o nosso “porto seguro”, afinal “as palavras de Deus darão aos homens nova vida mais do que as outras palavras lidas por mero prazer. Oh, maravilhoso poder da Divina Semente que vence homens fortes e armados, amacia os corações duros e renova e transforma em homens piedosos aqueles que tinham sido brutalizados pelos pecados, e se afastaram infinitamente de Deus” (John Wycliffe*).
A nossa adoração experimentada por uma vida à luz da Palavra do Senhor será verdadeira, honesta e autêntica tornando-se digna de alegrar o coração do nosso Deus.

Pr. Marcelo Joaquim Santos da Costa.



* Reflexão extraída do Livro: Gigantes da fé de Franklin Ferreira (Editora Vida)